HISTÓRIA

 A nossa Escola
Na praça Luís de Camões, a norte da cidade da Póvoa de Varzim, situa-se a Escola Secundária de Rocha Peixoto.

É uma instituição pública destinada à educação de jovens (e menos jovens) da comunidade concelhia. Desde o início marcou-a o objetivo de dar boa preparação profissional aos servidores da indústria e do comércio.

Sendo esta cidade no século XIX a mais frequentada praia do norte do país, com um ciclo estival de seis meses e, ao mesmo tempo, a mais abundante praça de pescado fresco e salgado, muitos comerciantes vieram de outras terras fixar-se aqui abrindo assim, aos jovens, um novo campo de trabalho.

Em 1892 foi criada a Associação Comercial, congénere das existentes nas principais cidades do país, a qual criou imediatamente aulas de escrituração mercantil e contabilidade comercial. Esta iniciativa originava uma nova realidade sócio-profissional que mais tarde ou mais cedo exigiria intervenção dos poderes públicos que, acabou chegando quando em 1924 o Decreto-Lei nº 10.218, de 25 de Outubro de 1924, cria "na Vila da Póvoa de Varzim, do distrito do Porto, uma escola industrial que se denominará de Patrão Sérgio". Em 21 de Novembro do mesmo ano, com a Portaria nº 4.286, a escola passa a denominar-se Escola Industrial e Comercial de Rocha Peixoto, em homenagem "ao ilustre professor de ensino técnico e distinto etnólogo", ficando a secção de pesca com o Patrão Sérgio como patrono. Contudo, o Decreto-Lei nº 10.361, de 4 de Dezembro de 1924, suspende a eficácia dos decretos 10.218 e 10.272 e  em 19 de Março de 10925, com a publicação do Decreto-Lei nº 10.632, a escola assume a designação de Escola Industrial e Comercial da Póvoa de Varzim Patrão Sérgio. Em 4 de Julho de 1930, o Decreto-Lei nº 18.420, extingue o curso industrial "porque nem o meio nem a frequência o justificavam". Num curso de 4 anos não havia mais de 20 alunos, apesar dos esforços envidados pelos directores da escola! Passa então a designar-se por Escola Comercial de Rocha Peixoto. Em 25 de Agosto de 1948, o Decreto-Lei nº 37.028, determina no art. 15º que "as escolas de localidades onde haja mais do que uma [escola técnica] terão uma denominação que as distinga das demais. As restantes serão designadas pelo nome da localidade". É assim que esta escola passa a ser a Escola Comercial e Industrial da Póvoa de Varzim.

Até finais de 1952, a escola viveu instalada num edifício da Praça Marquês de Pombal, edifício que hoje alberga a esquadra da P.S.P., na altura conhecido por "Palacete Postiga". Este edifício, que foi arrendado em 1919 pela Câmara Municipal para nele funcionar a Escola Primária Superior, passou mais tarde para a sua posse. Nos primeiros dias de 1953  a escola foi transferida para o antigo edifício da fábrica do gás que fora transformado e ampliado para servir de Liceu desde 1925. Aqui se conservou até 16 de Junho de 1962, memorável noite de sábado que atraiu às ruas desta nossa cidade uma multidão de curiosos que queria ver passar, a caminho da nova escola, o cortejo da sineta (instrumento até aí indispensável para assinalar o início e o fim das aulas), alegre paródia da qual foram protagonistas os antigos e actuais alunos.

Dez anos depois, no ano lectivo de 1972/1973, a nova casa albergava 1019 alunos, estando 437 organizados em 22 turmas dos cursos diurnos, 195 em 15 turmas dos cursos noturnos e ainda 387 pertencentes às 13 turmas da secção masculina da Escola Preparatória de Eça de Queirós.

Com a reforma de Veiga Simão (Julho de 1973) foram criados os Cursos Complementares que iriam articular-se com os Cursos Gerais e se orientariam para 2 sectores: o dos serviços e o da indústria. O primeiro integrava o Curso Complementar de Contabilidade e Administração e o Curso Complementar de Secretariado e o segundo o Curso Complementar de Mecanotecnia e o Curso Complementar de Electrotecnia.

Em 22 de Novembro de 1979, a Portaria 608/79 traz nova alteração do nome da escola, assumindo ela o nome que ainda hoje transporta: Escola Secundária de Roha Peixoto. Em 1981, com a presença do Senhor Ministro da Educação e Cultura de então, Professor Doutor José Augusto Seabra, realizou-se, no Ginásio, uma sessão solene em homenagem a Rocha Peixoto que volta a ser o nosso patrono.

Entretanto novos cursos passam para os seus currículos escolares, nomeadamente o Curso Complementar de Desporto, o Curso Complementar de Administração Pública, o Curso Complementar de Electrónica e os Cursos Técnico-Profissionais de Manutenção Mecânica, Instalações Eléctricas e Informática de Gestão. O 12º ano funciona com 2 cursos de preparação para o ingresso no ensino superior. Nos cursos noturnos funcionam os Cursos Gerais nas áreas de Administração e Comércio, Eletricidade e Mecânica e os Cursos Complementares de Contabilidade e Administração, Eletrotecnia e Mecanotecnia, acompanhados posteriormente pelo Curso Complementar de Informática. Em resultado da publicação de Decreto-Lei nº 286/89 novos cursos surgem no ensino secundário diurno que passam a ser oferecidos a partir de 1993/1994. São eles não só os cursos de prosseguimentos de estudos (CSPOPE) do agrupamento 1 (Científico-Naturais), do agrupamento 3 (Económico-Sociais) e do agrupamento 4 (Humanísticas), mas também os cursos tecnológicos ou virados para a vida activa (CSPOVA), estes nas áreas de Administração, Eletrotecnia/Eletrónica, Informática e Mecânica. Enquanto esta oferta se manteve, a frequência média foi de aproximadamente 1000 alunos, distribuídos de forma sensivelmente igual pelos dois tipos de curso.

No ensino noturno dá-se, a partir de 1994/1995, a implementação do ensino recorrente por unidades capitalizáveis que avança, de início, no ensino básico substituindo os cursos gerais e depois, a partir de 1999/2000, se alastra ao ensino secundário substituindo os cursos complementares. No ensino básico recorrente vêm funcionando as opções de Administração, Serviços e Comércio, Artes Visuais, Eletrotecnia e Mecânica e no ensino secundário recorrente os cursos de carácter geral e os cursos técnicos de Contabilidade, Eletrotecnia/Eletrónica, Informática e Mecânica.

Paralelamente ao funcionamento do ensino regular e porque a Escola nunca quis deixar cair uma tradição que tinha de formação de bons profissionais tanto na áreas do serviços como da indústria, tudo foi feito para pôr a funcionar cursos de formação profissional. Foi assim que muito antes de ser permitido às escolas públicas avançar com a oferta de cursos de formação profissional, através de um protocolo estabelecido com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e com a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a escola passou a ter a funcionar nas suas instalações, a partir de 1988 e até 1999, cursos de formação em alternância. Apesar de cursos organizados pelo IEFP, nos termos do protocolo estabelecido, foram sempre leccionados preferencialmente por professores desta escola que foram por isto acreditados como formadores. Estes cursos foram desenvolvidos nas áreas da Administração, Contabilidade, Electricidade, Informática e Mecânica.

Simultaneamente, com a oportunidade de apresentação das primeiras candidaturas a programas do Fundo Social Europeu, no âmbito do PEDIP e FORTECA, esta escola promove algumas acções de formação nas áreas da Eletrónica e da Mecânica que permitiram o início do reapetrechamento e modernização das instalações oficinais.

A partir do ano lectivo de 1998/1999, com base no Despacho Conjunto n.º 123/97, a escola passa a promover por iniciativa própria os cursos de educação e formação profissional inicial nas áreas da Mecânica e da Informática. Inserido no programa 15/18 foi criado o Curso de Auxiliar de Cozinha e mais tarde os Despachos Conjuntos 279/2002 e 453/2002 permitem a continuação da oferta dos cursos de educação e formação (CEF), sendo actualmente das tipologias II, III e IV que atribuem qualificação profissional de nível 2, sendo que os primeiros qualificam escolarmente com o 3º ciclo do ensino básico e o último permite o prosseguimento de estudos no 11º ano do curso tecnológico de área afim.

No ano lectivo de 2005/2006 surgem os cursos profissionais, primeiro na área da Mecânica e no ano seguinte nas áreas da Informática (Sistemas e Equipamentos) e da Manutenção Eletromecânica. No mesmo ano, ainda retomando uma prática antiga, é estabelecido um novo protocolo com o IEFP para concretização de um curso de educação e formação de adultos (EFA) de Cozinha.
A partir de 2004, com a publicação do Decreto-Lei 74/04 surgem novos cursos científico-humanísticos (Ciências e Tecnologias, Ciências Sociais e Humanas e Ciências Económicas e Sociais) e tecnológicos (Administração, Electricidade e Eletrónica, Informática, Acção Social e Desporto), tendo os 3 primeiros destes sido arbitrariamente eliminados pela Direcção Regional desde o ano lectivo de 2006/2007. No ano seguinte, 2007/2008, desaparece também a modalidade de ensino nocturno por unidades capitalizáveis e em 2008/2009 a escola passou a oferecer, em regime pós-laboral, os cursos EFA

A partir de 3 de Novembro de 2008, a oferta formativa da escola foi enriquecida com o início da actividade do Centro Novas Oportunidades que em Dezembro do ano de 2009 já contava com inscrições de 690 adultos, momento em que o Centro Novas Oportunidades da Escola Rocha Peixoto já tinha certificado 37 adultos no ensino secundário e 74 no ensino básico, estando 172 encaminhados para outros processos de conclusão dos seus percursos escolares e 145 em reconhecimento (processo rvcc)

Hoje a escola tem 180 professores, 55 funcionários e 1 psicóloga que têm por função apoiar 1498 alunos, repartidos por 8 turmas do 3º ciclo do ensino básico diurno, 51 turmas do ensino secundário diurno (22 das quais de cursos profissionais) e 21 turmas do ensino nocturno (6 dos cursos científico-humanísticos, 8 dos cursos tecnológicos e e 7 dos Cursos de Educação e Formação de Adultos).

A modernização das instalações que se iniciou no final do ano lectivo de 2007/ 2008, permite-nos usufruir de uma maior área construída (13 500 m2) que se espalha por velhos e novos edifícios, nomeadamente o edifício reservado às estruturas de gestão e o pavilhão gimnodesportivo que é um dos melhores da cidade. Esta remodelação, executada ao abrigo do Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário e inaugurada pelo Primeiro Ministro, José Sócrates e pela Ministra da Educação, Isabel Alçada, em 16 de Janeiro de 2010, permitiu um aumento da capacidade de ocupação que se traduziu em mais 10 turmas.
 
     
   
     
 
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